Citação do dia


terça-feira, 20 de novembro de 2012

Querido Peter Pan


Portugal, 1 de dezembro de 2018

Querido Peter Pan,

Como vais?
Há tanto tempo que não te escrevo!
Desde a tua visita, quando eu tinha por volta de oito anos (se bem me lembro), que nunca mais recebi notícias tuas.
Ainda hoje, ao fim de dez anos, penso na tua encantadora proposta. Lembras-te? A proposta de ir contigo para esse mundo tão misterioso e, ao mesmo tempo, tão divertido… A proposta de viajar, de partir para novas aventuras!
Na verdade, sempre admirei essa tal de “Terra do Nunca”, onde sonhar é obrigatório, fazer é permitido e o importante é viver.
Ser jovem para sempre é, sem dúvida, aquilo que mais quero. Não é que eu tenha algo contra a avó, mas ter este espírito de aventura e esta boa saúde que me permite fazer sempre mais e melhor, é algo que nunca trocaria.
Aguardarei uma resposta…

Da tua querida amiga,
Francisca

P.S.: Um dia, ainda faço as malas e vou ter contigo!

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Caderno de escrita

Os alunos  do 7º D, seguindo uma proposta da professora  de Português, criaram um caderno  que pretende motivar  para a escrita e aperfeiçoar a sua competência neste domínio.
Meio desconfiados, meio entusiasmados com a ideia, os alunos lá começaram a decorar  os seus cadernos, preparando-os para receberem as suas histórias, os seus desabafos, as suas cartas, as suas notícias, aventuras, viagens por mundos encantados ... enfim, para onde a sua imaginação os levar.
Na última semana, estudámos a carta, então, nada melhor que escrever, por exemplo, ao nosso herói, ao nosso personagem preferido...  É um desses textos que hoje partilho aqui convosco.



                                                                                       Portugal, 9 de novembro de 2012  

Meu preguiçoso Garfield,
 Como tens andado?  Imagino que tens andado a comer e a dormir, a dormir e a comer... nem sabes a sorte que tens, porque eu tenho de estudar, estudar e estudar, nem tenho tempo para me coçar, acredita.
 Quero apenas salientar que sou uma fã tua, adoro a tua maneira de ser e, quando olho para ti, penso que amava ser como tu, e sabes?... acho que temos uma coisa em comum, a Preguiiiiça.
 Pronto, vá eu até tenho um tempinho para ler as tuas bandas-desenhadas, ouvir música, ver televisão e brincar com o meu irmão Piquety (Miguel).
 Então, e como vai o nosso Odie?
                  
                                                 Continua a ser divertido.   Beijinhos,
                                                                    Margarida.

P.S.: Não te esqueças de continuar a ser também o meu preguiçoso.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

PARABÉNS ESAG!!!

ESTÁ LÁ?!



Está?  Aqui é da redação do Blogjorn@l...


Informamos que o Blogjorn@al irá retomar a sua atividade. Pretendemos pôr a escrita em dia levando até si as notícias, as reportagens, as entrevistas mais fresquinhas da nossa comunidade. Aguardem as nossas histórias cheias de alegrias, dramas e aventuras.
Sigam-nos!

A redação

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Aquela carta de reclamação

Há dias, arrumando uns papéis, encontrei esta composição que um aluno fez num teste de 9ºano de Língua Portuguesa. Não pude deixar de sorrir, por isso, resolvi partilhá-la com os leitores deste blogue. Há alunos com um sentido de humor bastante apurado.
Um abraço ao João Artur, o autor da carta, para que relembre esta sua preciosidade.


João Silva
Rua da Prata
Lisboa

Sr. Sapateiro Joanantão
Venho por este meio fazer algumas reclamações acerca do seu serviço.
Faz hoje uma semana, comprei-lhe uns sapatos pretos sem atacadores, que o senhor afirmou serem de excelente qualidade, sendo este também um dos motivos do seu elevado preço, o dobro do preço feito pelo seu colega do outro lado da rua.
Feliz com a minha nova aquisição, fui passear com eles, mas quando vou a atravessar a estrada, verifiquei que tinha ficado com a sola presa num buraco. Analisei melhor e reparei que o senhor apenas prendeu as solas com cola UHU em vez dos tradicionais pregos. Bastante indignado, ía a dirigir-me ao seu estabelecimento, quando passei por um grupo de crianças que jogava à bola. De repente, a redondinha veio direito a mim e quando lhe dei um chuto para a devolver, a parte da frente do sapato direito abriu-se, deixando-me com a ponta do pé de fora.
Agora, sem sola num pé e sem biqueira noutro, desoladíssimo, voltei a casa com o intuito de voltar ao seu estabelecimento no dia seguinte e deixei os sapatos na varanda.
No dia seguinte, quando vou à varanda para buscar os sapatos, reparei que os mesmos se tinham desfeito por completo, graças à chuva dessa noite.
Com tudo isto, fiquei ainda mais indignado e, em vez de ir armar barraca no seu estabelecimento, decidi fazer esta reclamação por escrito a vossa excelência. Será enviada uma cópia à Defesa do Consumidor.
Pretendo o reembolso do dinheiro que dei pelos sapatos, para que possa ir comprá-los a outro lado, pois não quero voltar a ser enganado por si outra vez.
Aguardo uma resposta brevemente.

João Silva

domingo, 11 de setembro de 2011

Olá amigos!

Mais um ano letivo que está a começar e lá vamos de novo: despertador a tocar bem cedo, preparar a mochila,  rever amigos e professores,  ir para a fila da cantina, a fila do bar, fazer o TPC, marcar testes, trabalhos de grupo, fichas de leitura, ... ufa!  Mas que bom estarmos todos juntos!
Até breve!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Falar Verdade a Mentir - Guião de leitura

Guião Falar Verdade a Mentir..

Almeida Garrett - Já ouviste falar?

Almeida Garrett é o autor do texto dramático "Falar Verdade a Mentir" que estamos a estudar neste momento. Para percebermos a sua obra importa conhecer o seu autor e a época em que viveu. Se Gil Vicente é considerado o pai do teatro português, Almeida Garrett é decerto aquele que o regenerou e lhe deu nova vida.


João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett nasceu no Porto a 4 de Fevereiro de 1799. Passou a sua infância em Gaia.Quando adolescente foi viver para os Açores, na Ilha Terceira, quando as tropas francesas de Napoleão Bonaparte invadiram Portugal. Em 1816, foi para Coimbra, onde acabou por se matricular no curso de Direito.
Almeida Garrett participou na revolução liberal de 1820, de seguida foi para o exílio na Inglaterra em 1823. Antes casou-se com uma muito jovem senhora Luísa Midosi, que tinha apenas 14 anos. Foi em Inglaterra que tomou contacto com o movimento romântico, descobrindo Shakespeare, Walter Scott e outros autores e visitando castelos feudais e ruínas de igrejas e abadias góticas, vivências que se reflectiriam na sua obra posterior.
Em 1824, partiu para França, onde escreveu o  conhecido Camões (1825) e Dona Branca (1826) , poemas geralmente considerados como as primeiras obras da literatura romântica em Portugal.
Em Portugal exerceu cargos políticos, distinguindo-se nos anos 30 e 40 como um dos maiores oradores nacionais. Passos Manuel encarrega-o da restauração do teatro português, missão que leva a cabo criando, não só o Conservatório de Arte Dramática, mas igualmente a Inspecção-Geral dos Teatros e sobretudo o Teatro Nacional.
Mais do que construir um teatro, Garrett procurou sobretudo renovar a produção dramática nacional segundo os cânones já vigentes no estrangeiro.
                                                                                                     
 in, pt.Wikipedia.org (adaptado) 

Algumas obras:

O Retrato de Vénus
Camões
Dona Branca
Adozinda
Um Auto de Gil Vicente
O Alfageme de Santarém
Romanceiro e Cancioneiro Geral 
Frei Luís de Sousa
Flores sem fruto
Viagens na minha terra
Falar Verdade a Mentir
Folhas Caídas

CLICA Para saber +

domingo, 1 de maio de 2011

Um dia feliz para todas as mamãs


Gustave Klimt

"Falar verdade a mentir" de Almeida Garrett

No passado dia 27 de abril, as turmas do 8º ano da ESAG assistiram à representação da peça " Falar verdade a mentir" de Almeida Garrett, no auditório da Biblioteca Municipal.
O Grupo de Teatro Sete Marés soube cativar o jovem público e, como sempre, esteve muito bem.
Os alunos apreciaram  a interação com os actores, divertiram-se e, por certo, ficaram motivados para a leitura  e  estudo da obra.


sábado, 30 de abril de 2011

Duas histórias às três pancadas

A turma do 9ºC orientada  pela professora Elsa Giraldo, dedicou-se a um projecto de teatro em Área de Projecto e o resultado foi apresentado no Auditório da  Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes em Torres Novas e também na Biblioteca de Riachos.
Os alunos dedicaram-se à encenação de duas histórias de António Torrado: "Olh´ó Passarinho" e "História de um papagaio" que representaram para crianças do 1º ciclo.
O trabalho foi muito bem recebido pelo nosso pequeno público que ficou a pedir por mais.



domingo, 27 de fevereiro de 2011

Sintra e "Os Maias"

Os alunos do 11º ano da ESAG partiram à descoberta da beleza natural de Sintra  e aprenderam a reconhecer os espaços presentes na obra "Os Maias" através de um jogo de pista.
O dia estava  magnífico.

" Era uma linda manhã muito fresca, toda azul e branca, sem uma nuvem, com um lindo sol que aquecia, e punha nas ruas, nas fachadas das casas, barras alegres de claridade dourada."
Os Maias, Cap.VIII,pp.219


"Só ao avistar o Paço descerrou os lábios:
- Sim senhor, tem cachet!
E foi o que mais lhe agradou - este maciço e silencioso palácio, sem florões e sem torres, patriarcalmente assentado entre o casario da vila, com as suas belas janelas manuelinas que lhe fazem um nobre semblante real, o vale aos pés, frondoso e fresco, e no alto as duas chaminés colossais, disformes, resumindo tudo, como se essa residência fosse toda ela uma cozinha talhada às proporções de uma gula de rei que cada dia come todo um reino."
Os Maias, Cap.VIII, pp.224



"Eram duas da tarde quando os dois amigos saíram enfim do hotel, a fazer esse passeio a Seteais - que desde Lisboa tentava tanto o maestro. Na praça, defronte das lojas vazias e silenciosas, cães vadios dormiam ao sol: através das grades da cadeia, os presos pediam esmola.(...)
Os Maias, Cap.VIII,pp.231

 
" De vez em quando aparecia um bocado da serra, com a sua muralha de ameias correndo sobre as penedias, ou via-se o Castelo da Pena, solitário, lá no alto.



"Defronte do hotel da Lawrence, Carlos retardou o passo, mostrou-o ao Gruges.
- Tem o ar mais simpático..."
Os Maias, Cap.VIII,pp.232

(...) o maestro declarou que preferia estar ali, ouvindo correr a água, a ver monumentos caturras...
- Sintra não são pedras velhas, nem coisas góticas... Sintra é isto, uma pouca de água, um bocado de musgo... Isto é um paraíso!...
Os Maias, Cap.VIII, pp.233

" - Vejam vocês isto!- gritou o Cruges, que parara, esperando-os. - isto é sublime.
Era apenas um bocadito de estrada, apertada entre dois velhos muros cobertos de hera, assombreada por grandes árvores entrelaçadas, que lhe faziam um toldo de folhagem aberto à luz como uma renda: no chão tremiam manchas de sol: e, na frescura e no silêncio, uma água que se não via ia fugindo e cantando."
Os Maias, Cap.VIII, pp.236

" Mas ao chegar a Seteais, Cruges teve uma desilusão diante daquele vasto terreiro coberto de erva, com o palacete ao fundo, enxovalhado, de vidraças partidas, e erguendo pomposamente sobre o arco, em pleno céu, o seu grande escudo de armas."
(...) Iam ambos caminhando por uma das alamedas laterais, verde e fresca, de uma paz religiosa, como um claustro feito de folhagem."
Os Maias, Cap.VIII, pp.237


"Quando passaram o arco,

encontraram Carlos sentado num dos bancos de pedra, fumando pensativamente a sua cigarrette. (...) do vale subia uma frescura e um grande ar; e algures, em baixo, sentia-se um prantear de um repuxo."
Os Maias, Cap.VIII, pp238



"Cruges, no entanto, encostado ao parapeito, olhava a grande planície de lavoura que se estendia em baixo, rica e bem trabalhada, repartida em quadros verde-claros e verde-escuros, que lhe faziam lembrar um pano feito de remendos assim que ele tinha na mesa do seu quarto. Tiras brancas de estrada serpeavam pelo meio(...)
O mar ficava ao fundo, numa linha unida esbatida na tenuidade difusa da bruma azulada: e por cima arredondava-se um grande azul lustroso como um belo esmalte,(...)
Os Maias, Cap.VIII, pp.239
 

" -Agora Cruges, filho, repara tu naquela tela sublime.
O maestro embasbacou. No vão do arco, como dentro de uma pesada moldura de pedra, brilhava, à luz rica da tarde, um quadro maravilhoso, de uma composição quase fantástica, como a ilustração de uma bela novela de cavalaria e de amor. Era no primeiro plano o terreiro, deserto e verdejando (...) e emergindo abruptamente dessa copada linha de bosque assolhado, subia no pleno resplendor do dia, destacando vigorosamente num relevo nítido sobre o fundo do céu azul-claro, o cume airoso da serra, toda cor de violeta-escura, coroada pelo palácio da Pena, romântico e solitário no alto (...)"
Os Maias, Cap.VIII, pp.241

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

A Saga ilustrada



Depois de trabalhadas as sequências narrativas, os alunos ilustraram a história. Ficou lindo!Parabéns ao 8ºC.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

SAGA

Na ilha de Vig, no mar do Norte, um rapaz chamado Hans admirava a tempestade que se estava formando naquele começo de tarde.
Hans morava com a sua família no interior da ilha.
Sören, seu pai, tinha tido dois irmãos mais novos, que morreram num naufrágio de um veleiro que lhe pertencia e depois disso diz-se que ficou a odiar o mar.
Mas Hans queria ser marinheiro não para seguir cardumes de peixes, mas sim para navegar até ao sul e viver aventuras apenas sonhadas.
No dia seguinte ao naufrágio do Elseneur, um dos melhores barcos de Vig, que matou toda a tripulação, Sören, após o jantar, disse a Hans que ele iria estudar para Copenhague. Quando Hans disse que queria ser marinheiro o seu pai saiu e nem sequer disse nada.
Em Agosto, vindo da Noruega, um cargueiro inglês chegou a Vig e  foi nele que Hans fugiu alistado como grumete. Navegaram para Sul, atravessaram tempestades e chegaram a uma bela cidade. Entre Hans e o capitão levantou-se uma disputa e Hans foi chicoteado em frente da tripulação. Nessa noite, Hans fugiu em segredo. Depois de vaguear 4 dias na cidade desconhecida, um homem chamado Hoyle encontrou-o e recolheu-o, trantando-o como seu filho adoptivo.
Hans continuava com o mesmo projecto: regressar a Vig como capitão de um navio e ser perdoado pelo pai.
Hans escrevia para casa, a contar as suas histórias. Mas o pai não o queria receber e não queria que ele voltasse.
Os anos passaram e Hans aprendeu a navegar e a comercializar, Hoyle nunca tinha casado, e via em Hans o seu herdeiro. Aos 21 anos Hans era capitão de um navio de Hoyle e  homem de confiança para os seus negócios.
Hoyle acabou por ficar doente e morreu. Hans herdou a sua fortuna e teve de abandonar, mais uma vez, o seu sonho para continuar os negócios.
Hans construiu uma fortuna pessoal e acabou por casar  com Ana que lhe lembrava as mulheres de Vig.
O seu primeiro filho, a quem pôs o nome de Sören, morreu com uma semana de vida.
Em Novembro do ano seguinte, Hans teve o seu segundo filho e escreveu aos pais, mas a resposta foi sempre a mesma.
Hans teve mais 3 rapazes e 2 raparigas e continuou a ficar mais rico.
Maria, mãe de Hans, faleceu e Hans quando escreveu ao pai, o mesmo não lhe respondeu, então, percebeu que jamais voltaria a Vig.
Hans comprou uma quinta  onde gostava de receber os seus amigos e viajantes que lhe contavam histórias dos quatro cantos do mundo.
Os anos passaram, agora com os filhos crescidos, Hans jantava à mesa com todos eles, Hans já não reconhecia o tempo, ele não se tinha apercebido, que os anos passaram e que ele já nem comparecia na sua própria vida.
Hans agora deitava-se tarde depois de todos se irem embora, no átrio relembrava todas as memórias que tinha desde Vig até onde agora está. Levantou-se e foi para dentro, entrando como um desconhecidoHans mandou construir uma torre para ver a saída e entrada dos barcos. Quando não lhe apetecia trabalhar no seu escritório era para lá que ia e levava e neta mais velha, Joana, ele ensinava-lhe varias coisas mas quando tinha de trabalhar punha Joana a desenhar mas ela não queria desenhar mais. Joana acabou por perguntar ao avô a razão pela qual ele nunca deixava de olhar o mar e ele respondeu que era por ali o caminho da sua casa.
Hans adoeceu no fim de Novembro, para morrer, as suas últimas palavras foram para dizer à mulher e aos filhos que pusessem um navio naufragado em cima da sua sepultura, e era nesse navio que Hans navegava até à sua ilha, Vig.


Rute Isabel - 5707
Ângela Duarte - 5705